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03/02/2026 às 17:00, Atualizado em 03/02/2026 às 18:31

Contenção de gastos segue em 2026 até que se tenha clareza de momento fiscal, diz Riedel

Governador apresentou balanço de resultado em sessão que abriu agenda legislativa para 2026

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Eduardo Riedel concedeu entrevista coletiva na Alems. (Foto: Léo de França, Jornal Midiamax)

O governador Eduardo Riedel (PP) garantiu que a política de contenção de gastos, implementada no último ano, seguirá em vigor em Mato Grosso do Sul ao longo de 2026.

Durante coletiva de imprensa na abertura dos trabalhos da Alems (Assembleia Legislativa de MS) nesta terça-feira (3), o chefe do Executivo Estadual reiterou que a austeridade é uma diretriz central para a manutenção da capacidade de investimento e do equilíbrio das contas públicas.

De acordo com o governador, a medida é uma resposta necessária às incertezas do cenário econômico e à queda de receitas específicas.

Mesmo com a perda de mais de R$ 1 bilhão em arrecadação decorrente da redução na importação do gás boliviano, o estado encerrou o último exercício com a classificação CAPAG-B, que atesta a capacidade de pagamento do ente federativo. Para mitigar esse impacto, o governo articulou a transferência de empresas do setor de gás para o território sul-mato-grossense.

Riedel destacou que o apoio da Assembleia Legislativa na autorização de empréstimos foi estratégico para desvincular o custeio da máquina pública dos recursos destinados à infraestrutura.

Ao analisar o panorama nacional, Eduardo Riedel associou o crescimento econômico do país e de Mato Grosso do Sul à necessidade de redução das taxas de juros. Para o governador, o patamar atual da taxa Selic é um entrave ao setor produtivo e ao crescimento real.

Riedel destacou que Mato Grosso do Sul vive um cenário de pleno emprego, com a menor taxa de desocupação da história (2,9%) e a oitava maior renda média do país (R$ 3.469).

Ele mencionou também a atração de R$ 80 bilhões em capital privado nos últimos dois anos e a redução da pobreza extrema para 1,6%, com a meta de erradicação até o fim do mandato.

Infraestrutura e Rota Bioceânica

O balanço de obras projeta a entrega de 855 km de rodovias pavimentadas e 599 km restauradas até o fim de 2026, totalizando R$ 4 bilhões em investimentos diretos. Riedel também citou a Rota da Celulose, cuja concessão que garante R$ 10 bilhões em investimentos foi assinada na segunda-feira (2), na sede da Governadoria.

O avanço da Rota Bioceânica e o leilão da ferrovia Malha Oeste foram citados como pilares da competitividade estadual. Além disso, o ponto central do discurso foi o apoio direto às prefeituras.

Riedel destacou que o Estado assumiu a gestão de 8,2 mil alunos da rede básica que eram de responsabilidade municipal, permitindo que os prefeitos redirecionem recursos para abrir novas vagas em creches e na educação infantil.

Parte do conteúdo reproduzido do Midiamax

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