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10/01/2026 às 14:30, Atualizado em 10/01/2026 às 11:49

Inquérito apura enterro de animais mortos atropelados em rodovias de MS após denúncia do Ibama

Concessionária diz que animais são enterrados com celeridade para evitar predadores

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Jaguatirica morta em rodovia. (Edemir Rodrigues, Governo de MS)

Um inquérito civil vai apurar o enterro de animais atropelados nas rodovias MS-306 e MS-112 após denúncia do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A investigação segue na comarca de Três Lagoas.

Conforme ofício do órgão ambiental, os animais atropelados não estariam sendo recolhidos e encaminhados para Centro de Tratamento, mas sim enterrados no local do acidente. Isso estaria causando indignação dos motoristas e de pessoas que residem próximo às rodovias.

As duas rodovias estão sob concessão da Way 306 desde 2023, que terá de investir R$ 3,5 bilhões em infraestrutura, ao longo de 30 anos de contrato. Entretanto, em consulta a sistemas de dados, o Ibama constatou que a concessionária tinha apenas um plano de mitigação de acidentes envolvendo animais domésticos.

No pedido encaminhado ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o Ibama ainda pede que a Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) cobre a Way para desenvolver um programa de monitoramento e prevenção de atropelamentos de animais silvestres.

O que diz a Way 306?

Em resposta à promotoria, a concessionária afirmou que animais encontrados com vida são encaminhados primeiramente para o posto de PMA (Polícia Militar Ambiental) mais próximo.

Entretanto, justificou que as carcaças são enterradas no local do acidente por conta do risco que trazem para o trânsito rodoviário. Isso porque os animais mortos atraem animais necrófagos, como urubus e raposas.

Como urubus se reúnem em grandes números, podem prejudicar a visão dos motoristas, aumentando o risco de acidentes.

“O sepultamento de animais mortos ao longo da rodovia é uma prática consolidada em gestão de rodovias para reduzir esses riscos. O sepultamento adequado impede que a carcaça fique exposta, eliminando uma das principais fontes de atração de carniceiros e outros predadores”, diz a resposta.

Ainda assim, o promotor de Justiça Antônio Carlos Garcia de Oliveira, de Três Lagoas, decidiu abrir um inquérito para apurar a situação. Essa é a última etapa antes do caso ser judicializado.

Com informações do Midiamax

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