Publicado em 17/02/2026 às 12:00, Atualizado em 17/02/2026 às 14:00
Mato Grosso do Sul registrou 17 óbitos ligados ao vírus em 2025, o maior número em uma década
A chikungunya apresenta crescimento no número de casos prováveis registrados neste início de ano em Mato Grosso do Sul. Foram 1.122 até 7 de fevereiro, sendo 438 os positivos para a doença causada por vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e nenhuma morte. Os dados são os mais atualizados disponíveis no Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde.
Em comparação ao mesmo período de 2025, as suspeitas de 2026 têm uma alta de 133%. Foram 481 os casos prováveis contabilizados até 8 de fevereiro do ano passado, com 232 confirmações e uma morte relacionada à doença.
Fátima do Sul, Corumbá e Jardim concentram a maior incidência de casos prováveis este ano. Em todo o Estado, o índice atual de incidência é de 38,7 casos a cada 100 mil habitantes .
Recorde - A soma de óbitos confirmados no ano passado foi de 17, superando o total de sete óbitos registrados desde 2015, segundo série histórica resgatada nos boletins da SES (Secretaria Estadual de Saúde). A pasta já confirmou que as estatísticas da doença estão em ascensão desde 2023 no Estado.
Neste início de ano, a Secretaria anunciou que o fortalecimento de ações em cidades do interior de Mato Grosso do Sul é uma das principais estratégias para controlar o número de casos e evitar novas mortes. Elas incluem visitas a residências para vistoriar recipientes que possam ser criadouros dos mosquitos; mutirões de limpeza; uso de bomba pulverizadora e de BRI (Borrifação Residual Intradomiciliar) contra os mosquitos; além da instalação de armadilhas chamadas de EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicida).