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14/01/2026 às 12:30, Atualizado em 14/01/2026 às 14:04

Nelsinho deve esperar Riedel voltar das férias para decidir futuro do PSD

A indefinição ocorre em meio a especulações sobre o espaço do partido dentro do grupo político que dá sustentação ao governo estadual.

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Divulgação Assessoria do Senador

O futuro do PSD nas eleições deste ano em Mato Grosso do Sul segue indefinido e deve ser discutido apenas após o retorno do governador Eduardo Riedel (PP) de férias. A informação foi confirmada ao Jornal O Estado pelo presidente estadual da sigla, senador Nelsinho Trad, ao ser questionado sobre o posicionamento do partido em relação à coligação governista.

Segundo o senador, ainda não houve conversa com Riedel sobre o tema. “Ele pediu para aguardar seu retorno das férias”, afirmou Nelsinho, ao explicar a ausência de definição quanto ao alinhamento político do PSD para o pleito.

A indefinição ocorre em meio a especulações sobre o espaço do partido dentro do grupo político que dá sustentação ao governo estadual. Nos bastidores, a possibilidade de o PSD não integrar formalmente a coligação passou a ser considerada, apesar de o partido já ter sinalizado, em outros momentos, apoio à reeleição do governador.

Questionado se, em um cenário fora da aliança governista, o PSD poderia lançar candidatura majoritária própria no Estado, Nelsinho evitou antecipar qualquer posicionamento.

“Não vou emitir opiniões na condicional. Vamos aguardar os desdobramentos”, declarou.

Disputa pelo Senado aumenta pressão por definição

A cautela do senador ocorre em um contexto de intensa movimentação política em torno das duas vagas ao Senado que estarão em disputa nas eleições. Nelsinho Trad é um dos nomes cotados e vinha sendo citado como possível escolha do grupo governista para uma das vagas, concorrendo com outros nomes de peso do cenário estadual.

Entre os nomes ventilados nos últimos meses estão o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), o ex-deputado Capitão Contar (PL), além de outras lideranças partidárias que avaliam entrar na disputa, dependendo da formação das alianças.

Internamente, o PSD chegou a discutir estratégias eleitorais e prioridades do partido antes de um encontro com o governador. Em reunião fechada da Executiva estadual, realizada em setembro do ano passado, a legenda avaliou cenários para 2026 e reforçou a necessidade de diálogo com Riedel para definir espaço político e composição da chapa majoritária.

No entanto, com a conversa adiada, cresce a expectativa sobre qual caminho o partido seguirá: manter-se na base governista ou construir uma alternativa própria, o que pode impactar diretamente a disputa pelo Senado e o equilíbrio das forças políticas no Estado.

Por Brunna Paula

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