Publicado em 09/03/2025 às 13:00, Atualizado em 09/03/2025 às 12:44
Após a entrega das defesas, o julgamento será marcado pelo STF e julgado pela Primeira Turma do Supremo
Neste sábado (8) Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou manifestações de defesa apresentadas por denunciados no inquérito sobre a trama golpista à Procuradoria-Geral da União (PGR).
O prazo de 15 dias para a entrega da defesa por escrito começou a contar no dia 19 de fevereiro, quando a maioria dos acusados foi notificada sobre a denúncia, e venceu às 23h59 de sexta-feira (7).
A PGR, por sua vez, terá cinco dias, a contar a partir da próxima segunda-feira (10), para se manifestar sobre os argumentos apresentados pelos advogados dos denunciados.
Denunciados
Um dos documentos enviados por Moraes à PGR traz a defesa de denunciados do núcleo que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-integrantes de sua gestão. São eles:
• Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
• Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha do Brasil;
• Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
• Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência;
• Mauro Cid; ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
• Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
• Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
Moraes também encaminhou à PGR as defesas de integrantes de outro núcleo, que inclui os seguintes denunciados:
o Bernardo Romão Correa Netto;
o Cleverson Ney Magalhães;
o Estevam Cals Theophilo Gaspar der Oliveira;
o Fabrício Moreira de Bastos;
o Hélio Ferreira Lima;
o Márcio Nunes de Resende Júnior;
o Nilton Diniz Rodrigues;
o Rafael Martins de Oliveira;
o Rodrigo Bezerra de Azevedo;
o Ronald Ferreira de Araújo Júnior;
o Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros; e
o Wladimir Matos Soares
Julgamento
Após a entrega das defesas, o julgamento será marcado pelo STF. O processo será julgado pela Primeira Turma do Supremo.
O colegiado é composto por Moraes, relator da denúncia, e pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado.
Se maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os outros denunciados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF.
Considerando os trâmites legais, o caso pode ser julgado ainda neste primeiro semestre de 2025.
Com informações da Agência Brasil