O Governo do Estado publicou, nesta quarta-feira (18), a prorrogação do decreto (nº 16.736), que estabelece um corte de despesas na administração. O ajuste tem sido feito por meio da redução de 25% no custeio da máquina pública.
O decreto de contingenciamento previa inicialmente a economia de até R$ 800 milhões. O corte de 25% inclui despesas como aquisição de novos veículos, mobiliário, equipamentos ou outros bens permanentes, pagamento de diárias e passagens, participação em eventos e seminários e horas extras.
"Art. 6º As Secretarias de Governo e Gestão Estratégica e de Fazenda, visando a assegurar o cumprimento das metas fiscais, deverão realizar revisões periódicas da programação orçamentária, adotando, se necessário, medidas administrativas de racionalização, de controle de gastos e de contingenciamento do orçamento nos órgãos da Administração Direta e nas entidades Autárquicas e Fundacionais do Poder Executivo Estadual, incluídas as despesas dos fundos especiais, referentes ao exercício de 2026."
Redução de gastos
A implementação da redução de gastos iniciou em agosto do ano passado, com a prorrogação do pagamento de precatórios no valor de R$ 430 milhões, que tinham previsão de quitação até o fim de 2025 ou até 31 de dezembro de 2026, a 2.776 servidores públicos e outros beneficiários.
Com o protocolo feito pelo governador Eduardo Riedel no Cadastro da Dívida Pública, o repasse foi adiado em cinco anos, para o final de 2030.
A ampliação do prazo ocorre com base na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66/2023, aprovada em 16 de julho de 2025, que incluiu os estados no regime especial de pagamento de precatórios, o qual, pelo texto original, contemplava apenas os municípios.
Medidas
Desde o início do ano de 2025, o governo já vinha adotando medidas para conter despesas, como revisão de contratos, controle de viagens e suspensão de novos projetos com impacto orçamentário. No entanto, com a piora na arrecadação, as ações de ajuste se intensificaram nas últimas semanas.
Naquele período, a meta era de R$ 800 milhões em economia corresponde a cerca de 10% do orçamento total de custeio previsto para o exercício de 2025. Embora expressivo, o corte ainda é visto pelo governo como uma etapa inicial.
Com a previsão de adoção de novas medidas ao longo do segundo semestre, acompanhando o comportamento da receita estadual.
A revisão de gastos pelo governo também é necessária por outros motivos, um deles é o de equilibrar as contas, como, por exemplo, fazer com que o Estado volte a ficar abaixo do limite prudencial para gastos com pessoal, rompido no primeiro quadrimestre do ano. Com informações do Correio do Estado.







Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.