Publicado em 30/08/2012 às 06:11, Atualizado em 27/07/2016 às 11:24

Deputada quer Assembleia participando de movimento por mais recursos na Saúde

Nova Notícias - Todo mundo lê

Redação, Assessoria

A deputada estadual Mara Caseiro (PTdoB) está mobilizando a Assembleia Legislativa em busca de assinaturas para um projeto de iniciativa popular que obriga a União a gastar 10% de suas receitas com saúde.O movimento, denominado em Mato Grosso do Sul de “Saúde mais dez”, será lançado hoje (29), às 17h, no auditório do Hotel Jandaia, em Campo Grande.O projeto de iniciativa popular visa alterar a Lei Complementar nº 141/12, que regulamentou a Emenda Constitucional 29, não só no que diz respeito ao subfinanciamento do SUS (Sistema Único de Saúde), mas também propondo que os recursos sejam aplicados em conta vinculada, mantida em instituição financeira oficial, sob responsabilidade do gestor de saúde.Com esses recursos, é possível comprar mais e melhores equipamentos, manter programas de prevenção e cuidados, contratar profissionais, oferecer salários adequados às equipes e tornar o SUS (Sistema Único de Saúde) realmente um modelo eficiente.Mara Caseiro esteve esta semana em evento na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde o movimento foi iniciado no mês de abril e já recolheu cerca de 300 mil assinaturas. A ideia, conforme a parlamentar, é garantir 1,5 milhão de adesões necessárias até o fim deste ano, com o objetivo de apresentar o projeto no início de 2013. As assinaturas já estão sendo colhidas em todo o Brasil.

Ela afirmou que esse movimento, que agora se inicia em Mato Grosso do Sul, é a esperança dos municípios para financiar a saúde, uma vez que eles arcam com a maioria dos gastos. Hoje, as cidades são obrigadas a gastar 15% com o setor, e o governo do Estado 12%. Já a União, apesar de tantas manifestações favoráveis, não possui vinculação de seu orçamento.“Dependemos da mobilização da classe política e da população para aprovar essa proposta. Temos de nos unir com as entidades que já estão nesse movimento, porque é o mínimo que podemos fazer pela saúde de nossos municípios”, afirmou a parlamentar.Para ela, há problemas na gestão do dinheiro da saúde, mas esse não é o principal problema. Segundo Mara Caseiro, a falta de recursos é a questão principal a ser contornada.“Hoje, querendo ou não, as prefeituras são fiscalizadas, não é possível que seja desvio ou má gestão, porque senão esse tipo de problema já teria sido descoberto”, opinou.
Em aparte, o deputado petista Laerte Tetila defendeu uma ampla revisão no SUS. Para ele, além da falta de recursos, há ainda a questão de falta de eficiência na gestão, uma vez que dinheiro público acaba sendo gasto sem necessidade por falta de planejamento e erros de execução.
Na opinião do deputado Zé Teixeira (DEM), um dos principais problemas é a chamada “máfia da medicina”, além da falta de vontade política federal. Segundo ele, estados e municípios pouco podem fazer para solucionar as questões envolvendo a saúde.