O ato a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT) não teve sucesso em Campo Grande. A adesão das pessoas foi menor do que a organização previa. Eram esperados 5 mil pessoas, mas os movimentos organizados confirmaram que cerca de 2 mil pessoas compareceram, enquanto a Polícia Militar contabilizou 1 mil manifestantes.
"Brasileiro é um pouco acomodado, por isso não vieram. Mas o mais importante é a mensagem que será passada a partir do ato e da imprensa", minimizou Mirian Gimenez, porta-voz do Chega de Impostos.
Os manifestantes Dilma reuniram-se no Obelisco, na Avenida Afonso Pena, e seguiram em caminhada até o prédio do Ministério Público Federal (MPF), que fica na mesma avenida. O protesto começou por volta das 16h15 deste domingo.
PROCESSO
A defesa de Dilma Rousseff já apresentou sua defesa no Senado e a comissão que analisa o caso vai decidir em 9 de agosto se a presidente afastada irá para julgamento final. O processo só deve ser concluído no final de agosto, depois da Olimpíada do Rio.
Na quarta-feira (29), foram ouvidos os últimos depoimentos de testemunhas. No dia 6 de agosto, os senadores tentarão ouvir Dilma, que é alvo de denúncia de crime de responsabilidade.
Não está confirmada a presença dele nessa oitiva e o seu advogado, ex-ministro José Eduardo Cardozo poderá representá-la.
Nesta terça-feira (5), a comissão reúne-se com peritos do Senado. Eles emitiram laudo isentando Dilma de responsabilidade nas chamadas "pedaladas fiscais". Os técnicos irão explicar como chegaram à conclusão.
O Senado tem 180 dias para analisar a acusação contra Dilma, que fica afastada do cargo nesse período. Em 12 de maio, os senadores instauraram processo depois de votação. Foram 55 a favor e 22 contrários.
CONTRA PROJETO DE LEI
Servidores públicos aproveitaram o ato para protestar contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/2016, que regulamenta a negociação da dívida dos estados com a União e também determina algumas mudanças no funcionalismo público, entre elas a demissão.
O grupo presente coletou assinaturas que devem ser juntadas com abaixo-assinado que vem sendo feito no país contra o PLP 257/2016. A votação dele está prevista para acontecer nesta semana.
(Com informações do Correio do Estado).
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