Após a saída do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), na relatoria do caso Master, o ministro André Mendonça foi sorteado no sistema interno do tribunal para assumir a posição.
A substituição acontece após reunião dos ministros do STF nesta quinta-feira (12), diante da citação de Toffoli nas apurações do caso, da Polícia Federal (PF). Agora, o magistrado deve assumir as próximas etapas das investigações envolvendo o Banco Master.
Em trecho do comunicado, os ministros enfatizam que não cabe suspeição no caso do então relator, como solicitado pela PF.
"Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF", destacam.
Toffoli e o caso Master
O gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), explicou nesta quinta-feira (12) sobre a sociedade do magistrado em uma empresa que vendeu uma participação em um resort no Paraná a fundos ligados ao banco Master.
Toffoli era relator do inquérito que apura a prática de fraudes financeiras no Master, sobretudo numa tentativa de venda da instituição ao banco BRB, cujo maior acionista é o governo do Distrito Federal. A operação acabou barrada pelo Banco Central.
Na nota desta quinta, o gabinete de Toffoli afirma que o ministro é sócio de uma empresa familiar chamada Maridt, da qual são sócios também irmãos e outros parentes. O texto diz que, pela Lei Orgânica da Magistratura, o ministro “pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador”. Com informações do portal IG.








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