Publicado em 17/02/2026 às 09:31, Atualizado em 17/02/2026 às 12:20
Caso foi registrado na Deam como divulgação de cena de sexo ou pornografia
Uma professora e estudante de mestrado, de 27 anos, denunciou na segunda-feira (16), em Campo Grande, que teve fotos e vídeos íntimos compartilhados sem autorização em um grupo no Telegram. O suspeito é um ex-amigo, que confessou manter um grupo para divulgar imagens de mulheres com quem já se relacionou, segundo o Campo Grande News..
O caso foi registrado na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) como divulgação de cena de sexo ou pornografia, com agravante quando o crime é praticado por pessoa que mantém ou manteve relação íntima de afeto com a vítima ou com finalidade de vingança ou humilhação.
De acordo com o boletim de ocorrência, a professora relatou que, em 2022, criou um grupo fechado no Telegram onde compartilhava fotos e vídeos íntimos de forma remunerada. O espaço era privado, com cerca de 10 participantes, e configurado para impedir download, compartilhamento ou captura de tela. Menos de um ano depois, ela excluiu o grupo e apagou todas as mídias.
Entre os integrantes estava um amigo dos tempos de ensino médio que, segundo ela, ajudava a “controlar” as imagens. A vítima afirmou que nunca manteve relacionamento amoroso com ele e que, com o tempo, os dois se afastaram.
A descoberta do novo grupo ocorreu na manhã desta segunda-feira (16), quando uma usuária do Instagram enviou mensagem privada à professora. Então contou que era namorada do suspeito e que decidiu encerrar o relacionamento após descobrir que ele mantinha um grupo no Telegram com fotos íntimas de várias mulheres. A namorada, então, encaminhou à vítima a imagem do grupo, intitulado “SUPERMAN (2025) HD 4K”, com 27 membros.
Conforme relato registrado na delegacia, ao ser confrontado pela então namorada, o rapaz confessou compartilhar imagens de mulheres com quem teria tido algum tipo de relacionamento amoroso. No entanto, no caso da professora, ela afirma que eram apenas amigos.
Abalada, a vítima disse que não tinha conhecimento de que as imagens produzidas anos antes estariam sendo reutilizadas. Ela suspeita que a difusão tenha partido do "amigo", considerando o acesso que ele possuía ao conteúdo na época. A professora manifestou desejo de representar criminalmente contra o suspeito. O caso segue sob investigação.