Publicado em 22/01/2026 às 16:13, Atualizado em 22/01/2026 às 19:15
Suspeitas gravaram vídeo zombando da vítima sedada; esquema envolvia drogas, cartões bancários e transferências via Pix
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (21), duas mulheres suspeitas de integrar um esquema criminoso que envolvia roubo com violência imprópria, tráfico de drogas e organização criminosa, no município de Santa Rita do Pardo, região leste de MS. As prisões são resultado de investigações que apuram um golpe aplicado contra um idoso dentro da própria residência.
Conforme apurado pela polícia, o crime ocorreu na madrugada de terça-feira (20). A vítima recebeu uma das investigadas em casa e, durante o encontro, acabou sendo dopada com uma substância de efeito sedativo. Aproveitando-se da situação, as autoras subtraíram R$ 3,5 mil em dinheiro e ainda realizaram uma transferência bancária indevida, via Pix, no valor de R$ 350.
A gravidade do caso aumentou após os investigadores encontrarem um vídeo gravado pelas próprias suspeitas, no qual elas ironizam o estado da vítima enquanto o idoso ainda estava sob efeito da substância. A gravação passou a integrar o inquérito policial.
As duas mulheres já vinham sendo investigadas por um crime semelhante registrado no último dia 8 de janeiro, também envolvendo um idoso e o mesmo modo de atuação, o que reforçou os indícios de reincidência e atuação organizada.
Durante as diligências, a Polícia Civil localizou o imóvel utilizado pelo grupo e apreendeu diversos cartões bancários em nome de terceiros, um caderno com dados financeiros de várias vítimas, substância análoga à cocaína, seis máquinas de cartão, quantia em dinheiro, um televisor sem comprovação de origem e clonazepam, medicamento com efeito sedativo.
Uma terceira mulher apontada como integrante do grupo criminoso permanece foragida. Além disso, outros dois suspeitos são citados nas investigações como participantes do esquema, que segue sob apuração para identificação de novas vítimas e responsabilização de todos os envolvidos.
Fonte - Polícia Civil do MS