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21/01/2026 às 07:00, Atualizado em 20/01/2026 às 22:24

Moradoras de Batayporã denunciam na Delpol suposta consultora de criptomoedas

As vítimas teriam perdido com a tal consultora de criptomoedas mais de R$ 52 mil

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A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia Civil. Foto arquivo

Três mulheres, de 26, 27 e 36 anos, residentes no município de Batayporã, procuraram a Polícia Civil, nesta terça-feira, dia 20, as quais relataram que efetuaram pagamentos à uma pessoa de, 25 anos, sob o pretexto de realização de investimentos com promessa de rendimentos oriundos de operações envolvendo criptomoedas. 

Na Delpol de Batayporã, a ocorrência de número 38 foi registrada como fraude eletrônica.

A primeira vítima a cair no golpe foi uma cabeleireira, em meados do ano de 2024. Ela contou na Polícia, que naquele ano, a acusada, apresentou-se como investidora e consultora na área de criptoativos, oferecendo serviços de gestão de investimentos com promessa de retorno financeiro de até 10% (dez por cento) ao mês, mediante contratos com validade de 06 (seis) meses.

Confiando na proposta apresentada, no mês de julho de 2024, a vítima aportou inicialmente a quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais), com previsão de retorno em dezembro de 2024. Próximo ao vencimento do contrato, este teria sido renovado, ocasião em que a comunicante realizou novo aporte no valor de R$ 5.500,00 (cinco mil e quinhentos reais), com previsão de vencimento em julho de 2025.

Conforme o boletim de ocorrência, a cabeleireira, em conversa informal com uma de suas clientes, comentou sobre os referidos investimentos, ocasião em que apresentou a proposta a mesma.

A cliente, convencida pela cabelereira, que também aparece como vítima, disse que no mês de dezembro de 2024, realizou um aporte no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), mediante promessa de pagamento mensal de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais), pelo período de 06 (seis) meses. Diz ela que no mês de janeiro de 2025, recebeu o primeiro pagamento mensal com atraso e que, após novo contato com a acusada, foi induzida a realizar um segundo aporte no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), sob a mesma promessa de rendimento mensal de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais), mas recebeu, no mês de fevereiro de 2025, o valor de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais) referente a apenas um dos investimentos, não tendo recebido qualquer outro pagamento subsequente, tampouco a restituição do capital investido, totalizando o prejuízo de R$ 30.000,00 (trinta mil reais).

Esta segunda vítima, informou que no mês de janeiro do ano passado a sua irmã, também no mês de janeiro de 2025, realizou um aporte no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), mediante promessa de rendimento mensal de 10% (dez por cento), correspondente a R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais), valor este que jamais foi recebido.

As comunicantes informaram que os valores foram transferidos diretamente para contas bancárias de titularidade da acusada, sendo elas: Banco Santander e Banco Inter, via PIX.

Relataram, ainda no depoimento feito a autoridade policial, que em todos os casos foram formalizados contratos de prestação de serviços de consultoria e gestão em criptomoedas, os quais foram apresentados na unidade policial.

Na Delegacia de Polícia, as comunicantes apresentaram prints das conversas mantidas com a ‘tal consultora de gestão’, demonstrando as tratativas, promessas de rendimentos e sucessivas justificativas para a ausência de pagamentos.

Elas disseram que por diversas vezes, tentaram contato com a acusada, a qual, reiteradamente, limitava-se a alegar que estaria com suas contas bancárias bloqueadas, sem, contudo, regularizar os pagamentos ou restituir os valores investidos.

De acordo com o apurado pelo Nova Noticias, a tal consultora, natural de Nova Andradina, deixou um prejuízo de mais de R$ 52 mil. A Polícia Civil deverá instaurar um inquérito policial para apurar o caso.

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