Publicado em 21/01/2026 às 12:34, Atualizado em 21/01/2026 às 15:37
Os materiais apreendidos e os detidos devem fornecer provas sobre o alcance do prejuízo aos cofres públicos e a participação de outros envolvidos no esquema.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e da 1ª Promotoria de Justiça de Terenos, deflagrou na manhã desta quarta-feira (20) duas ofensivas simultâneas para desarticular esquemas de corrupção. Ao todo, estão sendo cumpridos 6 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão.
As investigações miram crimes contra a administração pública, incluindo fraudes em licitações e contratos firmados tanto com o Poder Executivo quanto com o Legislativo municipal.
Entenda as operações
As ações foram divididas em duas frentes distintas, mas que revelam um padrão de irregularidades em contratos públicos que perduram há pelo menos cinco anos:
Operação Collusion: O nome (do inglês "conluio") faz referência ao acordo ilícito entre empresários e agentes públicos. O foco são fraudes em contratos de materiais e serviços gráficos com a Prefeitura e a Câmara de Terenos, iniciados em 2021.
Operação Simulatum: O termo (do latim "simulado") descreve a estratégia do grupo, que simulava uma falsa competição entre empresas para garantir o vencimento de editais. Esta frente apura irregularidades em contratos de publicidade e locação de equipamentos de som junto à Câmara Municipal.
Para garantir o cumprimento das ordens judiciais, o MPMS contou com o apoio estratégico do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Os materiais apreendidos e os detidos devem fornecer provas sobre o alcance do prejuízo aos cofres públicos e a participação de outros envolvidos no esquema.