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04/01/2026 às 11:06, Atualizado em 04/01/2026 às 11:19

Paraguai pede transição ordenada e democrática após prisão de Maduro na Venezuela

Ministério das Relações Exteriores lembrou que permanência do ditador no poder desestabilizava a região

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Foto: Divulgação, MRE-Paraguai

O Paraguai defendeu a ação militar dos Estados Unidos que prendeu o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, neste sábado (3). Ele e a esposa, Cilia Flores, foram levados para Nova York e serão julgados por diversas acusações.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores paraguaio citou a “deriva insustentável da Venezuela sob o comando de Nicolás Maduro” e as suspeitas de que o agora ex-presidente tinha ligações com o tráfico internacional de drogas.

Na avaliação dos diplomatas do Paraguai, a liderança do ditador era prejudicial para a América do Sul.

“A saída do líder dessa organização terrorista deve abrir imediatamente o caminho para a restauração do Estado de Direito, permitindo que a vontade popular expressa nas urnas seja o único motor da reconstrução venezuelana”, diz o comunicado.

Entenda a situação na Venezuela

Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do quarto de casa, por volta das 2h da madrugada (horário de MS e Caracas) deste sábado (3). A capital da Venezuela, Caracas, e outras cidades foram bombardeadas pelos Estados Unidos. Entre os alvos, estão bases militares, portos, aeroportos e antenas de comunicação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a captura do presidente e da primeira-dama venezuelanos no início desta manhã. Os dois devem ser encaminhados para Nova York, onde serão processados pela justiça do país norte-americano, após indiciamento.

Vice-presidente assume como interina

A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente a Presidência da Venezuela após a prisão de Maduro. Ela exigiu a libertação do ex-ditador.

O Brasil reconheceu Delcy como a atual chefe de Estado. “Na ausência do atual presidente, Maduro, é a vice-presidente. Ela está como presidente interina”, disse a ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha.

Com informações do Midiamax

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