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22/03/2025 às 12:00, Atualizado em 22/03/2025 às 10:49

Servidora denunciada por cobrar propina no Detran-MS ganha licença-maternidade

Lotada na corregedoria do órgão, a servidora é apontada pela polícia como pivô de fraudes no órgão

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Divulgação

Servidora apontada pela Polícia Civil como responsável por alterações no sistema do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) em esquema de fraude que levantou cerca de R$ 2 milhões, Yasmin Osório Cabral, entrou de licença-maternidade no período entre 13 de fevereiro e 12 de junho.

Lotada na corregedoria e com salário de R$ 5.069,51, Yasmin está, atualmente, em prisão domiciliar após conseguir liberdade, justamente por estar grávida, em agosto do ano passado. Ela ficou presa por dois meses e meio.

A licença-maternidade foi publicada na edição de quinta-feira (20) do Diário Oficial do Estado.

A medida é datada de 10 de março e foi assinada pelo diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Espíndola Trindade Júnior.

Apesar de ser apadrinhada política, ela chegou a ficar seis meses suspensa da função após o início das investigações, mas retornou ao cargo em dezembro do ano passado.

Conforme a denúncia, Yasmin ajudava o despachante David Cloky Hoffaman Chita a repassar dados sigilosos do sistema do departamento em esquema que cobrava valores de até R$ 10 mil para proprietários de caminhões com restrições.

Assim, ela recebia parte do valor a título de propina para liberar as restrições no sistema. Ao receber os valores, a servidora liberava as restrições no sistema e o despachante baixava a documentação. Ao menos 200 veículos liberados irregularmente pelo grupo estão identificados.

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Foto - Reprodução

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