O Inpe divulgou nesta quinta-feira (12) que os alertas de desmatamento no Pantanal cresceram 45,5% no período entre agosto de 2025 e janeiro de 2026. A área sob alerta saltou de 202 km² para 294 km² no intervalo analisado. As informações foram apresentadas após reunião da Comissão Interministerial realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.
Entre os principais biomas brasileiros monitorados, o Pantanal foi o único a registrar aumento. No mesmo período, a Amazônia Legal apresentou redução de 35% nos alertas, totalizando 1.324 km², enquanto o Cerrado teve queda de 6%, com 1.905 km² sob alerta. Ambos mantêm trajetória de retração iniciada em 2023.
Monitoramento em tempo real
Os números são do Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real), ferramenta que identifica indícios de supressão de vegetação por meio de imagens de satélite e emite alertas quase diários. O sistema subsidia ações de fiscalização do Ibama e do ICMBio, permitindo resposta mais rápida às ocorrências.
Apesar da elevação recente, o Pantanal acumula redução de 65,2% na comparação anual entre 2023 e 2024. O governo federal atribui a queda nacional ao reforço das operações em campo. Em relação a 2022, as fiscalizações do Ibama cresceram 59%, enquanto as do ICMBio aumentaram 24%.
Na Amazônia, as operações tiveram expansão de quase 148% no mesmo período. As apreensões de minérios aumentaram 170% e as de madeira avançaram 65%, segundo o Ministério do Meio Ambiente, indicando maior pressão sobre áreas críticas e redução da abertura de novas frentes de desmatamento em larga escala.
Queda consolidada no Prodes
Outro sistema de monitoramento, o Prodes (Programa de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite), responsável pela taxa anual consolidada, aponta que entre 2022 e 2025 houve diminuição de 50% na Amazônia e de 32,3% no Cerrado.
O governo federal mantém a meta de eliminar o desmatamento ilegal no país até 2030.








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