Os atrasos nas entregas dos Correios continuam afetando consumidores em todo o país, mesmo após decisão judicial que determinou o retorno imediato ao trabalho.
A estatal acumula reclamações de encomendas, correspondências e boletos que não chegaram aos destinatários semanas depois das datas previstas.
A situação ocorre em meio a uma grave crise financeira da empresa, que já recebeu bilhões de reais em empréstimos avalizados pelo Tesouro Nacional para tentar equilibrar as contas.
Parte dos problemas está ligada ao alto volume de ações trabalhistas, que pressionam o orçamento da empresa, e à paralisação de funcionários durante o período de maior demanda logística, no fim do ano.
Durante a greve, os Correios deixaram de priorizar as entregas de Natal e Ano Novo, o que resultou no acúmulo de encomendas nos centros de distribuição. Mesmo após a decisão da Justiça do Trabalho determinando a retomada das atividades, usuários relatam que os atrasos persistem.
Além de compras feitas para datas comemorativas, boletos bancários também não estão sendo entregues, afetando principalmente pessoas que ainda dependem da correspondência física para realizar pagamentos.
A falta de regularidade no serviço levanta questionamentos sobre a fiscalização do cumprimento da decisão judicial e sobre a capacidade operacional da empresa.
Com informações da BAND







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