Publicado em 18/10/2016 às 15:01, Atualizado em 18/10/2016 às 11:29

Ministério da Saúde vai financiar mais 1 mil bolsas de residência

Instituições interessadas em expandir as vagas de residência devem enviar proposta até final de novembro.

Redação,

Profissionais de saúde terão mais oportunidades de especialização. O Ministério da Saúde vai financiar mais 1 mil novas vagas de residência, sendo 400 de residência médica e 600 de residência em área profissional da saúde (ênfase nas residências multiprofissionais). A expansão será feita por meio do Pro-Residência, programa que incentiva a formação de especialistas por meio do financiamento de bolsas. As instituições interessadas podem enviar proposta a partir desta segunda-feira (17) por meio do Sistema de Informações Gerenciais do Pró-Residência (Sigresidência), no endereço http://sigresidencias.saude.gov.br.

O prazo para envio de propostas de expansão vai até o dia 30 de novembro deste ano. Podem concorrer aos editais instituições públicas estaduais, municipais e do Distrito Federal, e instituições privadas sem fins lucrativos, exceto as instituições federais vinculadas ao Ministério da Educação (MEC) e instituições privadas com fins lucrativos. O financiamento das bolsas poderá ser solicitado tanto para vagas novas, decorrentes da criação de novo programa de residência, quanto para vagas novas decorrentes da expansão de programa existente em situação regular junto à Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

Uma novidade dos dois editais é a priorização de propostas de programas de residência que considerem as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS) para responder demandas decorrentes da “tríplice epidemia” – Zika, dengue e chikungunya – e do cuidado às pessoas com microcefalia. Na análise das propostas, os programas de residência em regiões com maior concentração de casos da doença, segundo dados estatísticos referenciais, terão prioridade. As regiões beneficiadas pela inclusão deste critério são Nordeste, Norte e Centro-Oeste Centro-Oeste, nesta ordem de prioridade.

Outro critério constante nos editais a ser usado na concessão das bolsas é a área de especialização. No caso de programas de residência médica, serão priorizadas as especialidades de maior relevância para o SUS, como Clínica Médica, Ginecologia e obstetrícia, Neurocirurgia, Pediatria, Psiquiatria, entre outras. Já na residência em área profissional da saúde, serão priorizadas áreas de concentração como a Atenção Básica/Saúde da Família, Atenção Clínica Especializada com ênfase em Infectologia, Enfermagem obstétrica, Neonatologia, Reabilitação, Vigilância em Saúde, etc.

MAIS MÉDICOS – Os profissionais brasileiros formados no exterior selecionados no atual edital de reposição do Programa Mais Médicos devem confirmar a participação no módulo de acolhimento até a próxima quarta-feira (19). Esses profissionais foram alocados nas 217 vagas remanescentes da fase anterior, localizadas em 169 cidades.

Esse edital de reposição, lançado em julho, já selecionou, em uma primeira fase, brasileiros com registro no país, e agora está no processo de chamamento de futuros intercambistas brasileiros (com diploma estrangeiro) para as vagas restantes. Esses profissionais passarão por um processo de avaliação e treinamento, e devem iniciar as atividades a partir do dia 28 de novembro.

Criado em 2013, o Programa Mais Médicos ampliou a assistência na Atenção Básica fixando médicos nas regiões com carência de profissionais. O programa conta com 18.240 médicos em mais de 4 mil municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), levando assistência para cerca de 63 milhões de pessoas.

Além do provimento emergencial de médicos, a iniciativa prevê ações voltadas à infraestrutura e expansão da formação médica no país. No eixo de infraestrutura, o governo federal está investindo na expansão da rede de saúde, com foco em unidades básicas e UPAs. Já as medidas relativas à expansão e reestruturação da formação médica no país, que compõem o terceiro eixo do programa, preveem a ampliação das vagas de graduação e residência.

Fonte; Agência Saúde